FOTO: Tatiane Pires
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| Conta em banco e cadastro na Justiça Eleitoral |
Um estelionatário que era procurado pela Justiça foi preso na manhã de terça-feira, dia 4, em Rio Preto. O homem, que usava documentos falsos desde 2010, foi capturado depois que tentou fazer uma consulta em um posto de saúde utilizando o nome verdadeiro.
Uma equipe do Grupo de Operações Especiais (Goe) da Polícia Civil recebeu a informação de que o mecânico João Luis Bernardo, 58 anos, passaria por
uma consulta no posto de saúde do bairro Boa Vista. A polícia foi até o local para tentar identificar o suspeito, que usou o nome verdadeiro para se consultar.
uma consulta no posto de saúde do bairro Boa Vista. A polícia foi até o local para tentar identificar o suspeito, que usou o nome verdadeiro para se consultar.
Depois que saiu do posto de saúde, João foi abordado pelos policiais, no entanto, se apresentou como João Roberto Barbosa e disse à polícia que João Luis Bernardo era seu cunhado, a quem teria ido buscar alguns remédios.
De acordo com o boletim de ocorrência, João Luis chegou a apresentar um documento de identidade (RG) com o nome falso. A polícia, então, acompanhou o suspeito até a casa dele, também no bairro Boa Vista. No local, os policiais encontraram vários documentos, como carteira de trabalho, cartões bancários, cartão do SUS, talões de cheques, título de eleitor e até um comprovante de votação no primeiro turno das eleições de 2014. Todos esses documentos estavam no nome de João Roberto Barbosa, nome falso de João Luis.
A polícia só conseguiu constatar que os documentos eram falsos porque consultaram o número de livros e folhas que foram usados para confeccionar a cédula de identidade. Os policiais entraram em contato com o cartório de Quirinópolis, cidade de origem do documento, e foram informados que o último livro em utilização era o de número A-69, enquanto o que constava no documento era o número A-132.
Diante disso, João Luis acabou confessando que estava utilizando um RG falso, que havia confeccionado em uma delegacia na cidade de Campina Verde (MG). Ele ainda disse à polícia que teria pagado a quantia de R$ 1,5 mil a um homem, conhecido como Índio, para a confecção do documento.
O RG falso foi comprado em abril de 2010. Desde então, João Luís conseguiu retirar os demais documentos como título de eleitor, CPF, carteira de trabalho, Carteira Nacional de Habilitação (CNH), título de eleitor e até abrir uma conta bancária. Ele chegou a votar no primeiro turno das eleições de 2014 utilizando o nome falso.
O delegado Paulo Grecco, do Goe, disse que o caso será investigado e que ainda não há provas de que o documento tenha sido comprado, de fato, em uma delegacia de Campina Verde (MG). "O estelionatário é um mentiroso nato. Ele pode dizer qualquer coisa para atrapalhar e dificultar a investigação", afirmou.
Ainda assim, Grecco ressaltou que, caso seja comprovada a acusação, o policial ou funcionário de delegacia envolvido responderá pelo crime de estelionato, assim como João Luís, que já está preso. A pena para esse crime é de um a cinco anos de prisão.
João Luís, que já tinha dois mandados de prisão expedidos, ambos por estelionato, responderá agora por uso de documento falso, falsidade ideológica, inscrever-se fraudulentamente eleitor e recusar ou abandonar o serviço eleitoral sem justa causa. Ele já tem quatro passagens por estelionato nas cidades de Rio Preto, Tanabi, Fernandópolis e Buritama.
FONTE: DiárioWeb
FONTE: DiárioWeb

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