20 de outubro de 2015

Depois de 15 dias, bancários começam a negociar com a Fenabran

Imagem ilustrativa da internet
Depois de 15 dias da greve dos bancários, as negociações entre os trabalhadores e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) serão retomadas nesta terça-feira, 20. A Fenaban solicitou na noite desta segunda-feira, 19, ao Comando Nacional dos Bancários, uma nova rodada para discutir a campanha salarial da classe. O encontro será hoje, às 16 horas, em São Paulo.
“Nossa expectativa é que eles saiam daquela linha de um reajuste muito abaixo da inflação com abono, pois sabemos que é prejudicial para a carreira dos bancários e das bancárias. Nós queremos a reposição da inflação, mais ganho real. Isso é o que todos nós desejamos ouvir”, afirmaram o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo Financeiro (Contraf) e um dos coordenadores do Comando Nacional dos Bancários, Roberto Von Der Osten.
Segundo o Sindicato dos Bancários de Rio Preto, a pauta com as reivindicações dos bancários, pedindo 16% de reajuste (5,7% de aumento real mais 10,3% da inflação no período de setembro de 2014 a agosto de 2015), foi entregue à Fenaban no dia 11 de agosto. A resposta da federação veio no dia 25 de setembro, quando os bancos apresentaram a proposta de reajuste de 5,5%, mais abono de R$ 2,5 mil.

Paralisação

Em Rio Preto, o Sindicato dos Bancários informa que os funcionários de 75 das 85 agências bancárias existentes aderiram à greve. “Todas as agências do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, do Itaú, Santander, HSBC, Mercantil do Brasil e do Safra estão fechadas. Os funcionários de duas agências do Bradesco também pararam o atendimento ao público e pode ser que outras agências venham a fechar nesta semana. Na base territorial do Sindicato, que abrange 32 cidades, cerca de 80% das agências estão fechadas”, informou em nota.
A greve deste ano já dura mais que a de 2014, que foi encerrada no quarto dia de paralisação. Em 2013 a greve durou 22 dias. Além do reajuste salarial, os bancários pedem contratação de mais funcionários para acabar com as filas nas agências, o fim das metas abusivas, do assédio moral e a redução dos juros astronômicos cobrados pelos bancos.

Fonte Diário da Região

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