FOTOS: Família/Divulgação
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| Rapaz trabalhava desde os 12 anos |
A família do jovem Diego Ferreira Cordeiro, 23, que morreu afogado dia 11 na represa de Monte Aprazível-SP, disse que já reuniu toda a documentação e vai entrar com uma ação contra a Prefeitura da cidade. "Já nos informamos e sabemos que o local é usado como Área de lazer e Natação sem nenhum profissional responsável e isso é proibido por lei. Não estou dizendo que se meu sobrinho tivesse um guarda vidas no local ele não teria morrido, mas nossa ideia é que outras pessoas passem pela mesma dor que minha irmã", disse Eloisa Cristina Ferreira, 37 anos.
A reportagem tentou falar com a mãe do rapaz, Márcia Eliana Ferreira, mas ela ainda esta sobe efeitos de remédios e esta sem condições de conversar "sobre qualquer assunto", disse uma vizinha por telefone.
A reportagem conversou com dois advogados por telefone e eles informaram que a família tem todo direito e somente por ter jet-sky no local já se configura como um local para isso, especialmente nos finais de semana quando o local fica lotado de pessoas para nadarem e não existe uma lei municipal proibindo ou informando os riscos. "A
responsabilidade é toda da prefeitura, bastava por alguém para auxiliar, sai quase de graça para a municipalidade".
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| Final de semana, represa vira praia |
A tia do rapaz que saiu de Guarani DOeste apenas para passar o final de semana com o rapaz disse que ele trabalhava na G Dias, "ele começou nesta empresa com 12 anos, depois nunca mais parou de trabalhar. Nunca teve nenhuma passagem pela polícia e jamais deu tristeza para a mãe dele, era um verdadeiro companheiro. Não perdemos um sobrinho ou filho, perdemos um pedaço de nós", comentou emocionada.
Morte
Diego se afogou na represa depois de tentar atravessar o local, "muitas pessoas estão confundido a morte dele, mentira que ele almoçou e teve uma congestão, ele foi atravessar e ia almoçar depois. No primeiro laudo a causa da morte é afogamento e não congestão, como estão dizendo", explicou.
O acidente aconteceu por volta das 14h e a polícia esteve no local, mesmo assim a família vai ainda hoje na delegacia da cidade registrar outro boletim de ocorrência.
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| Toda semana tem acidente e local não tem profissional |
Prefeitura
Durante toda a manhã a reportagem tentou falar com o prefeito Maurinho Pascoalão (PSB), mas até o fechamento da reportagem a assessoria de imprensa não havia retornado com as respostas.
São várias as pessoas que morrem afogadas naquele local, mas nunca ninguém teve coragem de acionar a prefeitura na justiça. No começo do ano o jovem Tiago Batello, 20, foi atropelado por um jet-sky e passou vários dias na UTI. Hoje esta bem e leva uma vida normal.



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