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Rio Preto é uma cidade menos violenta que o resto do Brasil. Em 2014, enquanto o resto do País registrou 58.559 mortes violentas (homicídios dolosos, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte), uma média de 28,9 para cada grupo de 100 mil habitantes, a média em Rio Preto foi de 8,46 casos a cada 100 mil pessoas. A média de ocorrências de mortes violentas por dia também é muito menor: enquanto no País é de 160, em Rio Preto a taxa de homicídios dolosos é de 0,1. Foram 36 vítimas de homicídios e duas de latrocínio (roubo seguido de morte) – não há registros de lesão corporal seguida de morte.
Os homicídios dolosos cresceram 4,26% no Brasil em 2014 em comparação com 2013. Os roubos seguidos de morte vitimaram 2.061 pessoas em 2014. Em 2013, foram registrados 1.928 latrocínios em todo o País, além de 1.172 lesões corporais seguidas de morte.
As mortes violentas no País em 2013 registraram um índice de 27,8 a cada 100 mil habitantes – menor que no ano passado. Em 2013 foram registradas em Rio Preto 40 vítimas de homicídio doloso e três de latrocínio – uma queda de 11,63% em relação às 36 e duas registradas em 2014. A média de homicídios do dolosos caiu 8,63%: de 9.26 para 8,46 a cada 100 mil habitantes.
Os dados do País foram divulgados na última semana pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Os de Rio Preto são da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. Dados de até agosto apontam 18 homicídios em Rio Preto – uma média de 1,5 por mês. Um latrocínio foi registrado.
Raymundo Cortizzo, delegado do Deinter de Rio Preto, o Estado de São Paulo tem a tendência de ter menos mortes violentas que o resto do País (veja mais ao lado). “Rio Preto registra números aceitáveis de acordo com as organizações internacionais. São fatores que a polícia não tem muita explicação, que nem a sociologia e a psicologia explicam”, afirma. Segundo ele, as mortes violentas estão relacionadas com questões educacionais e de infraestrutura.
De acordo com o coronel Luiz Roberto Vicente, Rio Preto não é uma cidade violenta por uma série de fatores. “Pouco desemprego, boa estrutura hospitalar, de escola, moradia, não tem favelas, é uma cidade diferenciada”, diz. Ele comenta que a Polícia Militar de Rio preto é a que mais prende no Estado e que isso contribui para os índices.
FONTE: De Hoje - Milena Grigoleti

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