18 de julho de 2015

Para justificar a salvação do mandato de Dida, Nivaldinho mente para as pessoas

Nunca tive muito préstimo pelo ex-vereador João Mazza (DEM), acompanhei seu trabalho na Câmara por longos anos, numa época em que o legislativo era composto por 15 pessoas. Muitos saudosistas destacam aquele grupo de políticos, que apesar das divergências políticas, sempre tiveram opinião formada.
Mazza poderia ter todos os defeitos do mundo, mas jamais deixou de falar, defender e votar naquilo que acreditava ser o correto, mesmo que isso fosse colocar ele em maus lençóis por seu alguma medida impopular.
Ontem o Blog postou uma matéria sobre o acordo que os vereadores Adalto Donizeti Magri (PSDB) e Nivaldinho Evangelista de Almeida (PRB) teriam feito para salvar o mandato do vereador Gésio Reis da Costa Viveiros (PDT), preso desde dezembro de 2014 quando a DIG invadiu sua casa e chácara na operação Aves de Rapina que durante dois anos investigou uma quadrilha envolvida no roubo de máquinas agrícolas no Mato Grosso, tráfico de drogas, associação para o crime e homicídio.

Pela repercussão da reportagem é claro e evidente que a população de Tanabi quer a cassação do mandato de Dida, aliás, qual cidade quer ter um vereador preso e recebendo dinheiro público para pagar seus advogados o defenderem de crimes tão hediondos?
Onde você mora?
Em Tanabi.
Ah ta! A cidade do vereador preso!
Quem gostaria de ser lembrado assim?
Já explicamos que se trata de um julgamento político e não criminal, por exemplo, se um vereador for pego numa casa de massagem com várias mulheres e homens se banhando. Isso não é crime, mas é imoral. Imaginemos que essa casa esteja sendo investigada de tráfico de drogas. Vem a pergunta: Um vereador deveria estar num local como este? Se não, isso configura quebra de decoro parlamentar e esta pessoa precisa ser penalizada, mesmo que apenas por escrito. O que não é este caso, por se tratar de crimes hediondos.

Desculpa

Várias pessoas perguntaram para Nivaldinho sobre o seu voto na próxima semana e a resposta foi a mais covarde possível: Eu não voto. O presidente só vota em caso de empate.
Na época de João Mazza, ele responderia que votaria, mesmo que não revelasse se o voto seria pela cassação ou não.
O presidente do legislativo mentiu, na verdade o presidente da Câmara de Tanabi vota há mais de sete anos, desde quando o vereador Welson José Moreale (PCdoB) conseguiu aprovar uma emenda no regimento lhe dando o direito de votar e assim o Zé Francisco de Mattos Neto, prefeito da época, ver tudo aprovado como lhe interessava.
Uma emenda foi aprovada pela Casa há poucos dias, mas ela só terá validade a partir de 2017. Isso mesmo, pela primeira vez esta Câmara não cria leis para beneficiar seus membros no mandato vigente.
O ex-prefeito Zé Francisco (PCdoBe) chama esta de a pior Câmara, discordo dele, mas se os vereadores absolverem um político envolvido em tantos crimes, o Imperador estará mais do que certo.

Resposta

Até hoje, 18, as 16h55 nenhum dos dois vereadores citados na reportagem procuraram pelo Blog para darem suas versões dos fatos e comentar a matéria.

2 comentários:

  1. Uma emenda que diga- se de passagem muito imoral. Apenas para beneficiar o ex prefeito. E que se eu não estiver enganada, já foi para justiça e deveria ter sido revogada a algum tempo. Vale a pena verificar.

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  2. Bom dia Adriana, com o crescimento do Blog e o aumento dos comentários, agora os comentários precisam ser liberados para todos visualizaram.
    Antes era automático.
    Obrigado e desculpe a demora.

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