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| Imagens da Internet |
A campanha alerta os usuários de que, caso a imagem não tenha sido enviada única e exclusivamente para você, a imagem não deve ser vista e, muito menos, reencaminhada a outras pessoas. A prática de divulgação de cenas íntimas, vídeos ou nudes de uma pessoa, sem o consentimento dela, tem se tornado comum.
As mulheres são as maiores vítimas, correspondendo à mais de 81% dos casos. Por esta razão, a ação intitulada "Mulheres Incompartilháveis" foca em imagens de mulheres. "O foco é WhatsApp: a imagem em JPG e o vídeo estão borrados de propósito, lembrando o arquivo que está sendo carregado", explica o diretor de marketing e publicidade da prefeitura, Marcos Giovanella, em entrevista ao Brasil Post. Quando o usuário amplia a imagem, ele lê a mensagem contra o revenge porn e é sensibilizado.
O Marco Civil da Internet, sancionado em 2014, prevê punição tanto a quem vazar quanto a quem compartilhar as imagens. Os acusados serão processados e responderão a injúria e difamação, por causarem danos à imagem e à honra da pessoa exposta. Em 2013, duas adolescentes se suicidaram no Brasil após serem vítimas de pornografia da vingança.
Número de denúncias cresceu assustadoramente nos últimos dois anos
O número de vítimas de vazamento de fotos ou vídeos íntimos divulgados sem consentimento quadruplicou em dois anos no país, de acordo com o Brasil Post. Em 2014, 224 pessoas procuraram o serviço de ajuda da SaferNet, organização de defesa de direitos humanos na web, para denunciar o crime cibernético conhecido como "revenge porn" - pornografia de vingança, em tradução livre. Em 2012, 48 casos haviam sido registrados pela entidade.
As mulheres são as principais vítimas do crime, representando 81% dos casos denunciados. A cada quatro vítimas, uma é menor de idade.
Segundo a advogada especialista em Direito Digital, Alessandra Borelli, a "febre" conquistou espaço entre os adolescentes porque tanto os filmados quanto os que se filmam, querem ser “aceitos”. Alessandra explica ao Brasil Post que essa vontade de fazer parte se manifesta com mais força nos grupos populares do colégio, ou entre namorados e paqueras.
Ainda de acordo com a advogada, o perfil das vítimas com maior o número de casos de vazamento está na faixa dos 13 aos 15 anos. Os casos mais comuns: meninas que tiram fotos ou vídeos íntimos, enviam para o namorado, terminam o relacionamento e, em seguida, o ex compartilha o material com amigos.


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