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| Henrique Gustavo Nunes Moreira, não tem o baço e faz uso continuo do medicamento. FOTO: Cedoc/RAC |
A escassez de Benzetacil (antibiótico produzido a partir da penicilina) nas unidades básicas de saúde do país está colocando os pacientes que necessitam da medicação em risco. O antibiótico ficou em falta no mercado brasileiro em setembro do ano passado por causa da dificuldade de produção do princípio ativo e de problemas de manufatura. O problema levou as Prefeituras a restringir a entrega da benzetacil a pacientes com sífilis e nos casos em que o uso da medicação é insubstituível. O fabricante e o distribuidor do medicamento informaram que a produção foi normalizada, mas o problema persiste no Brasil.
Por meio de nota o Ministério da Saúde disse que neste momento, há alternativas para os gestores locais garantirem o abastecimento à sua rede de saúde e não há questões regulatórias pendentes reportadas ao Ministério da Saúde que impeçam a produção por parte dos laboratórios produtores. O Ministério da Saúde também informou que caso os gestores encontrem problemas de aquisição junto a um laboratório ou distribuidor, podem buscar, dentro das alternativas da lei de licitações, soluções para aquisição emergencial com outro laboratório produtor.
Fabricante
Procurados, a Supera Rx, responsável pela distribuição e comercialização do remédio e a Eurofarma, fabricante do medicamento, admitiram a distribuição comprometida da Benzetacil devido à escassez de fornecimento da substância ativa benzilpenicilina benzatina, mas informou que, após publicação da inclusão de novo fornecedor para aquisição do princípio ativo, em setembro, no Diário Oficial da União, a produção foi retomada em sua capacidade máxima, com o objetivo de suprir a falta temporária.
De acordo com o fabricante e com o distribuidor, apesar da agilidade e caráter de urgência adotado para completo reabastecimento do mercado, devido à demanda reprimida nesse período, alguns estabelecimentos ainda podem encontrar dificuldades de estoque do medicamento. A expectativa é que a completa regularização entre oferta e procura se dê entre dois e três meses. A orientação aos médicos ainda é para que a prescrição seja feita em nome do princípio ativo, uma vez que existem concorrentes disponíveis no mercado.
Tanabi
A reportagem ligou para algumas farmácias e algumas estavam sem o medicamento: Naturalle, Farmil e Nossa Senhora Aparecida, Drogaria Nova Tanabi e Drogaria Brasil. "Já faz uns seis meses que estamos sem", disse Alexandre Alarcon, gerente da Drogaria Brasil.
A secretaria de Saúde de Tanabi, informou que a Farmácia Municipal tem o medicamento a disposição de todos, porém esta sendo entregue de acordo com as prioridades.
Apenas uma farmácia pesquisada tem o medicamento, é a Drogaria Central. "Temos uma caixa cheia", disse a funcionária.
A Santa Casa informou que não tem o medicamento no estoque, "na verdade a gente pede que o paciente compre e a aplicação é feita por uma enfermeira supervisionada pelo médico".



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